segunda-feira, 20 de outubro de 2008

QUEM É LOLITA?






Personagem de Vladimir Nabokov (1899 – 1977), escritor russo radicado nos Estados Unidos, Lolita ganhou notoriedade por abordar o romance entre um homem de meia idade (não sei exatamente o que é meia idade, mas é isso o que diz o prefácio da obra) e uma menina de 12 anos.






Tornou-se substantivo comum: lolita passou a ser qualquer menina com jeito de mulher, sensual e provocadora.


O narrador, Humbert Humbert , ou H.H., apresenta sua heroína assim:






“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu a boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.

Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome. Mas nos meus braços era sempre Lolita.

Teve uma precursora? Teve, sim, teve. Na verdade, talvez até não houvesse Lolita nenhuma se, certo Verão, eu não tivesse amado uma rapariga-menina inicial. Num principado junto ao mar. Oh, quando? Quase tantos anos antes de Lolita nascer quantos eu contava nesse Verão.”






Curioso? Pois, leia o livro: pode-se encontrá-lo até mesmo na Rede. É só procurar. 


Porque falo da Lolita de Nabokov?



Porque minha personagem de LUA QUEBRADA também é uma menina-mulher. 



FABIANA não é, no entanto, a minha Lolita. Nada tem nada da menina coquete e provocadora de Nabokov. Sua sensualidade vibra em outro diapasão. Muito, muito diferente. 


Mas aí, é preciso que você compre o livro e leia. 

Nabokov, eu garanto, iria gostar, mas talvez até ele enrubescesse um pouco com as ousadias de minha heroína.


(Toni d'Agostino, para o livro LUA QUEBRADA)






(Fotos da internet, sem indicação de autoria)



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