segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PIERRE LOUYIS - NOTAS BIOGRÁFICAS E BIBLIOGRÁFICAS





Bélgica (10.12.1870) – França (6.6.1925)



Poeta e romancista francês, marcado pela influência do Parnasianismo, escreveu diversas obras de um erotismo refinado. 

Nascido em Gand, Pierre Louis, ou Pierre Louÿs, estudou na Escola alsaciana de Paris, e fez amizade com seu colega André Gide. Muito cedo admitido no mundo das letras, freqüentou primeiro os poetas parnasianos: casou com uma filha de José Maria Heredia e fez amizade com Leconte de Lisle. 

Fundou uma revista, la Conque (a Concha), na qual foram publicados textos de Gide, Mallarmé, Valéry e Verlaine. Seus primeiros versos, eróticos e afetados, têm a forma dos poemas líricos gregos; apareceram em 1893 no livro Astaté

Sua segunda obra, Les Chansons de Bilitis (1894) ficou célebre por ser uma espécie de fraude literária: Louÿs inventou que havia traduzido esses poemas do grego e os atribuiu a uma poetisa da época lírica. Claude Debussy compôs três canções baseadas neles. 

Seu primeiro romance, Aphrodite, moeurs antiques (1896), expressa o culto da beleza formal. Os trechos licenciosos e uma pintura da volúpia que lembra as obras decadentistas lhe valeram grande sucesso, apesar de sua estética parnasiana. Foi adaptado à opera em 1906. 

Dois outros romances, La Femme et le pantin (1898) e Psyché (inacabado), têm por assunto a época contemporânea. O tema do amor sensual permanece e muitas vezes predomina; o primeiro coloca em cena uma mulher fatal com grande intensidade dramática. Um melodrama, Conchita, escrito por Zingarini e Vaucaire, com música de Richard Zandonai foi baseado nele; mais tarde, um filme de Sternberg, The Devil is a Woman, em 1935, com Marlène Dietrich. Psyché transpõe para o mundo moderno os amores míticos dos deuses gregos do Amor e da Vida. A visão moralizadora da obra de Louÿs está aí bem visível. 

Les Aventures du roi Pausole (1901) são de outra feitura: trata-se de um conto satírico libertino, à moda do século XVII. Deve-se a ele, também, um grande poema (Pervigilium mortis, 1916).

Mas, para mim, a grande descoberta de Pierre Louÿs aconteceu quando li (e depois traduzi) o “MANUEL DE CIVILITÉ POUR LES PETITES FILLES À L'USAGE DES MAISONS D'ÉDUCATION”, de 1926.

Dele falaremos no próximo post.




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