terça-feira, 19 de agosto de 2008

EROTISMO E PORNOGRAFIA








Acho inútil a distinção entre erotismo e pornografia. Principalmente no campo das artes.

O que é arte erótica? O que é arte pornográfica?

A arte fálica da Grécia antiga (há um livro muito bom sobre isso: FALO NO JARDIM, PRIAPÉIA GREGA, PRIAPÉIA LATINA, do professor João Ângelo Oliva Neto; Editora Unicamp) é, primeiramente, arte e, só depois, erótica, ou pornográfica.

Também as inscrições de Pompéia, tanto os poemetos quanto os grafites, hoje são considerados patrimônios da humanidade. Arte, portanto. Eram arte, na época em que foram produzidos? Provavelmente, não.

Tudo é relativo: à época, às intenções, à qualidade, aos julgamentos. Ou seja, tudo é subjetivo, muito subjetivo.

Tanto que o critério é apenas o artístico. E nisso tinham razão os dadaístas: dadá só é dadá, quando dadá não é dadá; ou: arte só é arte, quando arte não é arte; ou, melhor, ainda: arte é aquilo que se considera arte. E ponto final.

LUA QUEBRADA não é erótico nem pornográfico. É aquilo que o leitor considerar que é. E isso depende, apenas, de seu julgamento. Que é, como todo julgamento, subjetivo.

Quem tem medo de palavras, afinal, por mais cruas que sejam?










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