segunda-feira, 11 de agosto de 2008

COMO MICHEL POLNAREFF FOI PARAR NO "LUA QUEBRADA"








Quando estava escrevendo o livro, precisava encontrar uma canção que determinasse um certo estado de ânimo de Fabiana, a personagem feminina de Lua Quebrada. Não podia ser um hit americano nem uma música brasileira, porque desejava passar ao leitor a idéia de que, embora muito jovem, Fabiana tinha um gosto mais próximo ao europeu. Já havia passado um ano na Suíça e falava bem o francês. Assim, a escolha parecia óbvia: uma canção francesa. Mas, qual? Podia escolher entre as várias de Jacques Brel, por exemplo. Porém, queria uma canção que fosse ao mesmo tempo triste, sofisticada e tivesse uma pitada de pop. A escolha recaiu em Michel Polnareff: Love me please, love me.

A bela introdução de piano, o ritmo pop, a voz meio amarga do cantor, a mistura de idiomas e, principalmente, os versos cheios de uma ternura mendiga de amor determinaram a escolha dessa bela canção. Além, é claro, da própria trajetória de vida de Polnareff, um cara meio misterioso e um tanto marginal da canção francesa. Será ele o motivo do próximo post. Aguarde.

Por enquanto, quero dizer apenas que a canção cujos versos estão transcritos no texto tem a intenção de passar ao leitor um certo mistério da tristeza de Fabiana, no seu jeito meio menina, meio mulher, de encarar um amor tão profundo e tão proibido quanto o que ela nutre por seu professor.

Ouça Love me please, love me no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=ZQIsv_4PuHA




2 comentários:

KK disse...

Estou curiosa p desvendar seus mistérios.

spencer cunha disse...

força!
muito bom...
spencer.