segunda-feira, 20 de março de 2017

O QUE VEIO PRIMEIRO: O OVO OU O PINTO? O TESÃO OU A PUNHETA?




O vibrador/masturbador feminino já tem mais de um século. Já os aparelhos de masturbação masculina só têm aparecido muito recentemente. Os cinco dedos sempre foram uma forma simples, barata e universal de fazer o homem gozar, sem o intercurso sexual.



No entanto, há sempre alguém querendo ganhar algum dinheiro com o seu prazer. Já apresentamos aqui mesmo, neste blog, um ou outro tipo de masturbador masculino. Mas o que apresentamos agora é bastante original: tem o formato de um ovo. É um ovo! Seu criador deve ter feito a associação horrorosa que está no título dessa matéria. Veja o que dizem dele:


O masturbador Tenga Egg é um brinquedo erótico produzido no Japão com o objetivo de proporcionar uma masturbação mais intensa aos homens. Quem o vê pela primeira vez, pode considerar seu formato lúdico e até inofensivo, mas ao contrário de sua imagem sutil, o Tenga Egg chega ao mercado erótico para revolucionar os níveis de prazer e sensações, proporcionando experiências indescritíveis ao público masculino.


Os modelos disponíveis no mercado são diversificados, com 14 diferentes cores, tamanhos, texturas internas, relevos excitantes e mecanismos de estimulação, todos adaptáveis a qualquer tamanho de pênis. Mas esses ovinhos possuem uma característica em comum: garantem um prazer absoluto, levando homens e mulheres as alturas.


O produto é literalmente um ovo, e para usá-lo, basta descascá-lo e introduzir o gel lubrificante que se encontra na parte interna do produto, após esse passo, é só “vestir” o pênis como uma touca, esticando-o e iniciando a masturbação, que pode ser praticada tanto sozinho, como a dois, pois a textura do Tenga Egg garante a sensação por dentro e por fora.


O objeto é descartável, mas se você não ejacular dentro dele é possível usá-lo mais algumas vezes. Ao todo, a caixa contempla seis unidades e pode-se escolher 14 modelos de texturas distintas, do mais liso e sensível ao mais rústico, com salientes relevos internos que causam diferentes estímulos.


Para quem pensou que o Tenga Egg proporcionaria prazer intenso apenas aos homens, se enganou. O produto transforma-se em um masturbador feminino quando virado do lado inverso, podendo até ser encaixado em vibradores, levando as mulheres ao delírio.


Como a peça é bastante anatômica, fiquei imaginando se não poderia também ser usado para o sexo convencional, tanto vaginal quanto anal. Creio, porém, que já é um pouco demais. Enfim, se você gostou do produto e quiser comprá-lo, encontra-se à venda em boas lojas de produtos sexuais. Se usar e quiser dar o seu testemunho, os comentários do blog estão à disposição.





segunda-feira, 13 de março de 2017

AS TELAS QUENTES DO EROTISMO EXPLÍCITO 7 – GEORGES DELFAU



Georges Delfau é um pintor das situações comuns. Não exatamente do dia a dia, das situações familiares. Seu olhar recai, mais precisamente, sobre as pessoas comuns, em ambientes domésticos, surpreendidos por um voyeur (o pintor?) em cenas de sexo explícito. Com um traço preciso e bastante significativo, retrata pessoas que poderiam ser nossos tios e tias, o porteiro do prédio, a mulher da padaria da esquina, o funcionário do banco, o quitandeiro, enfim, pessoas de nosso convívio, mas de uma “certa idade”, coroas que raramente iríamos pensar que trepam como todos nós, que realizam suas fantasias como quaisquer mortais. Desmitifica, portanto, o sexo e o erotismo de homens e mulheres com quem convivemos e que julgamos assexuados, apenas por já não terem mais os corpos jovens e bem feitos da juventude. Seu livro, O CONVITE (L’INVITATION) foi publicado em Paris, em 1993. E praticamente nada mais se sabe sobre ele. Aprecie, portanto, suas pinturas, e divirta-se como me diverti, quando as descobri:

























segunda-feira, 6 de março de 2017

A VIDA SEXUAL DOS ÍNDIOS BRASILEIROS – HOMOSSEXUALIDADE






“Suas vergonhas, tão altas e tão coradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam. [...] E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhes tais feições, envergonhava, por não terem as suas como ela.”


Assim começou o desejo do branco pelas mulheres indígenas. A carta de Caminha ao rei de Portugal não deixa nenhuma dúvida quanto a isso. Porque eram bonitas e porque andavam nuas e porque eram “limpas” (tomavam banho e não tinham pelos na boceta) e porque se entregavam “sem pejo”, quando queriam. Não havia o famigerado senso de “pecado”.


Quando aqui chegaram, o que mais incomodou os jesuítas foi justamente essa “falta de vergonha” de nossos indígenas. E os olhos cobiçosos que os portugueses lançavam sobre as mulheres. Então, sua primeira providência foi tentar vestir os índios; a segunda, doutriná-los na noção do pecado católico. A partir daí, a sexualidade indígena sofreu uma espécie de interdição. Não se podia falar sobre isso. Até mesmo o artigo aqui publicado (da revista Manchete – queira ver) aborda com extrema delicadeza a sexualidade dos nossos indígenas, como se pisasse em ovos.


No entanto, vários cronistas afirmam que a relação dos indígenas com os estranhos e entre eles sempre foi de total franqueza em relação a sexo; que as mulheres gostavam de fofocar sobre isso; e falavam abertamente sobre os homens e sobre si mesmas, sobre quem estaria trepando com quem, até as casadas, sem qualquer constrangimento.


Quanto às relações sociais, sempre causou estranheza ao europeu frio e distante a proximidade que eles tinham uns com os outros e até com os estrangeiros. Darcy Ribeiro, por exemplo, conta que “entre nós, um homem mal pode apertar a mão de outro, mulher a gente deve abraçar de leve. Os índios vivem agarrados uns com os outros. Curtem se tocar e conversar bem juntinho. Inclusive os homens. Mal eu chegava numa aldeia, eles logo me cercavam e vinham se encostando. Uma amiga achou os índios uns desmunhecados porque não paravam de se encostar no marido dela.”(1)


Essas observações são importantes para entendermos que a homossexualidade, embora muito pouco abordada pelos pesquisadores, existia, sim, entre os índios, e era encarada como algo absolutamente normal, sem nenhum sentido de “pecado” ou de “coisa proibida”. Só cheguei a essa conclusão após ler e consultar vários artigos e textos acadêmicos, fontes citadas ao final deste post. 

(Foto de Sebastião Salgado)

Nunca pensei que iria escrever sobre homossexualidade indígena, porque o assunto é bastante difícil e não há nenhuma iconografia com que eu pudesse ilustrar o meu texto, tanto que as ilustrações são apenas referências aos indígenas e praticamente não têm relação com o assunto. Tive, no entanto, que abordar esse tema espinhoso, em virtude de algumas pessoas acharem, por machismo, que, não havendo relatos, não haveria homossexualidade entre os índios. E mais: passavam, em função disso a considerar a homossexualidade fruto do meio e de influências externas e não uma condição humana.

(Two-spirits - EE.UU.)

Devo dizer, ainda, que também nos Estados Unidos a abordagem desse tema e o reconhecimento da homossexualidade indígena é recente. Para sair da invisibilidade, os indígenas estadunidenses buscaram a criação de uma espécie de identidade pan-indígena na qual a homossexualidade figura como discurso tradicionalista, religioso e anticolonial, enquanto no Brasil ocorreu o oposto, já que a homossexualidade indígena é vista como “perda” cultural. Se você quiser saber mais, procure pela palavra “two-spirits”, nos sistemas de busca da internet.

(Two-spirits Navajo-EE.UU.)

Two-spirits, dois espíritos, masculino e feminino, condição do indivíduo – homem ou mulher – que transita entre os dois sexos, que não se define pelas características sexuais de nascimento, expressão que acabou consagrada em Sandstone, Minnesota, em 2008, durante o XX Encontro Intertribal de Representantes Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de Comunidades Nativas. Aos indivíduos two-spirits atribuíam-se grandes poderes, justamente por carregarem ambos os espíritos, o masculino e o feminino. A existência dessas pessoas foi documentada em cerca de 155 tribos espalhadas por toda a América do Norte.


No Brasil, a diversidade dos papéis de gênero também existiu, a exemplo dos tibira (que seriam os índios “gays”) e das çacoaimbeguira (as índias “lésbicas”), entre os Tupinambá. As çacoaimbeguira foram descritas como índias extremamente masculinizadas, que exerciam funções usualmente delegadas aos homens, vivendo com uma mulher que as servia como se fossem homens, além de exibirem os tradicionais cortes de cabelo masculinos.


Entre os índios Guaicuru e Xamicos, existiam os cudinhos, que adotavam vestes e adornos femininos e serviam a seus maridos como se fossem mulheres.


Entre os Kadiwéu, o hábito da pintura corporal é reconhecido como uma arte feminina. Os complexos padrões da tribo são pintados pelas mulheres mais velhas e pelos kudína, homens efeminados que incorporavam todos os atributos da mulher e assumiam papéis femininos naquela sociedade.


Segundo Luiz Mott (1994), em tempos de Inquisição, foi justamente a maior liberdade sexual e a nudez entre índios e entre escravos (a questão da “homossexualidade” nas tribos africanas merece um texto à parte), entre outros fatores, que possibilitaram aos sodomitas europeus um espaço privilegiado na colônia para suas práticas homoeróticas.


Em dias de fundamentalismo e conservadorismo como estamos vivendo, alguns podem tentar explicar a não aceitação da homossexualidade usando como justificativa que não há histórias de “índios homossexuais”, sendo eles o suprassumo da moralidade e da inocência por conta de sua condição como “selvagens”.


De fato, não houve “índio homossexual”, mas houve homossexualidade entre os índios, desde sempre. Já no século XVI, Gabriel Soares de Sousa, relata que os Tupinambás são “muito afeiçoados ao pecado nefando, entre os quais não se tem por afronta, e o que se serve de macho, se tem por valente, e contam esta bestialidade por proeza; e nas suas aldeias pelo sertão há alguns que tem tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas.”(2) Não creio que precise traduzir “pecado nefando” no contexto apresentado, pois resta claro que um índio se achava macho e se vangloriava por isso, enquanto outros se ofereciam, em tendas, como mulheres públicas, ou seja, claramente este é o relato de relações homossexuais.


Para concluir, devo dizer que este artigo é apenas um esboço, um apanhado de vários textos que podem ser consultados, se o leitor ou a leitora desejar saber mais sobre homossexualidade entre nossos índios e, até mesmo, entre as nações ameríndias dos Estados Unidos. O tema é complexo, delicado, mas serve ao debate da desmistificação da homossexualidade e para sua aceitação como condição humana e para que as pessoas comecem a vê-la como tal, não como desvio ou doença, ou mesmo resultado do meio. E uma última observação: tem-se sugerido que à sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) acrescente-se o número 2, de two-spirits, para incluir na luta a condição dos ameríndios: LGBT2.




Notas:

1. RIBEIRO, DARCY. Lições de humanismo dos índios do Brasil.

2. Sousa, Gabriel Soares de. Tratado Descritivo do Brasil em 1587. São Paulo: Editora nacional; Brasília: INL, 1987, p. 311.



Fontes:



1. HOMOSSEXUALIDADE INDÍGENA NO BRASIL: 

Por Estevão Rafael Fernandes




2. EXISTIRAM ÍNDIOS HOMOSSEXUAIS?

Por Francine Oliveira




3. SEXO, POLIGAMIA E HOMOSSEXUALIDADE ENTRE 
OS ÍNDIOS TUPINAMBÁS DO SÉCULO XVI

Por Gerivaldo Neiva



4. OS ÍNDIOS BRASILEIROS E A HOMOSSEXUALIDADE

Por Rafael Feghali




5. PRÁTICAS SEXUAIS E HOMOSSEXUALIDADE ENTRE 
OS INDÍGENAS BRASILEIROS

Por Aguinaldo Rodrigues Gomes e Sandra Nara da Silva Novais




6. ATIVISMO HOMOSSEXUAL INDÍGENA: UMA ANÁLISE 
COMPARATIVA ENTRE BRASIL E AMÉRICA DO NORTE

Por Estevão Rafael Fernandes





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMO ADORAR UMA ROLA: DEPOIMENTO OU AULA DE BOQUETE?




Nós homens sabemos. Quando o assunto é sexo oral, existem mulheres e mulheres. As primeiras, fazemos questão de esquecer. Fazem um boquete burocrático, sem entusiasmo. Tudo o que podem nos deixar é uma sensação de tristeza profunda.


Mas as outras, ah, as outras! O prazer que elas nos dão permanece por dias, inclusive fisicamente, formigando debaixo da pele. As lembranças, inesquecíveis. São boqueteiras natas.


O que faz a diferença? Não é tanto a técnica, mas a atitude.


Para entender melhor, nada mais do que o ponto de vista de uma mulher. Neste relato apaixonado, Ana Lee Pleasured nos mostra o prazer que as mulheres podem encontrar, praticando sexo oral. Ela nos fala de odores e sabores, da visão e do tato, dos sons e sentimentos que a levam a adorar a masculinidade de seus parceiros.


Como vocês verão, este depoimento rapidamente se transforma em uma aula de boquete. É um pouco longo, mas vale muito a pena. As figuras acima são de Erodess e as fotos, da internet, sem indicação de autoria. Aproveitem!



ADORE O PAU DE SEU HOMEM!




Sempre achei estranho que existam mulheres por aí que não gostem de pagar boquete…especialmente se é para o homem que elas amam. Pessoalmente, não posso imaginar nada melhor que a experiência de chupar um lindo cacete bem duro e saber que meus esforços estão sendo apreciados.


Eu acredito que é uma honra e um privilégio poder satisfazer um homem dessa forma. Sempre quis explicar por que eu gosto tanto de sexo oral e como eu me sinto quando eu pratico esta arte. Este meu relato é uma tentativa de conseguir este objetivo. Espero que alguma de vocês gostem de ler sobre como é maravilhoso chupar pau, do ponto de vista de uma mulher. E espero que, de alguma forma, estas mulheres que acham que o boquete é uma obrigação possam ser convertidas e desenvolver uma nova atitude para satisfazer seu homem.


A primeira vez que eu boqueteei um homem foi em uma festa em uma discoteca, quando tinha dezoito anos. Ele tinha o dobro de minha idade e nós estivemos malhando a noite toda. As outras pessoas diziam para que arrumássemos um quarto e finalmente as escutamos. Amanhecendo, fomos para o apartamento dele, para finalizar a “noite”. Tomamos uma chuveirada e fomos para a cama. Porém, dormir era a última coisa que passava por nossas cabeças. Então nos beijamos e finalmente cheguei perto o suficiente para ver aquela “coisa” que esteve roçando contra mim a noite toda.


Seu pau era comprido e estava duro, apontando para a barriga. Eu estava morrendo de vontade de tocá-lo. Não pedi, simplesmente o peguei, passando minha mão para cima e para baixo, por toda sua extensão. Logo eu estava masturbando-o com as duas mãos e ficando cada vez mais excitada com os gemidos de prazer que ele começou a soltar. Não sei nem como, nem por quê, mas simplesmente assumi o controle da situação. Eu estava aproveitando cada segundo, feliz com o que eu estava fazendo. Então me abaixei e fui beijando sua barriga, seguindo uma trilha que me levou até meu alvo.


Ele levou um susto quando minha boca engoliu o pau dele. Ele parecia não acreditar que eu tivesse abocanhado seu cacete, sem uma única palavra de encorajamento por parte dele. Ele pareceu quase assustado que eu quisesse por vontade própria chupar rola. Mas é assim que eu sou. Acredito que a gente deve aproveitar as experiências ao máximo, deixando memórias para nos lembrarmos muito depois do acontecido. Essa sou eu.


Essa foi minha primeira vez chupando uma rola e quando penso, o que eu mais gostei em tudo aquilo foi como eu gostei do que fiz. Ele me encorajou a cada passo com seus gemidos e grunhidos, murmurando “sim” quando eu lambia suas bolas ou punhetava gentilmente ao mesmo tempo que chupava. Depois, ele me olhou com surpresa e deslumbramento, admitindo que ele nunca tinha sido tratado com tanta perícia e imaginando onde é que eu poderia ter aprendido a pagar boquete tão bem.


Ele também me disse que nenhuma mulher tinha antes parecido gostar tanto de chupar seu pau e que geralmente parecia como um favor, uma obrigação, precisando que ele pedisse primeiro. Isso me fez pensar… Por que alguém que encontrasse um pau tão lindo precisaria receber um pedido para chupá-lo? Eu simplesmente não conseguia entender. Daquela primeira experiência aprendi muito sobre os homens, sobre o que eles gostam. Mas aprendi muito também sobre mim mesma e sobre o que eu gosto.


Para mim, não há melhor elogio do que ter um pau duro apontando diretamente para mim. Eu o vejo como uma criança olha para um doce. Ele simplesmente implora para ser degustado e chupado. É minha recompensa por ser uma boa garota. Eu preciso ter este pirulito em minha boca. Quando somos pequenos, nossos pais nos ensinam que é melhor dar que receber. Quando crescemos, muitos de nós paramos de pensar assim e começamos a querer mais e mais e a dar cada vez menos. É uma pena, pois a vida deveria ser dar e aproveitar o prazer compartilhado que esta entrega proporciona.


Não é legal quando você dá um presente para outra pessoa e de repente descobre que ele nem queria ou precisava daquilo. Por outro lado, a maioria de nós mulheres percebe que chupar rola é um dos maiores presentes, uma autêntica dádiva, que você pode dar a seu homem. Infelizmente, muitas mulheres acabam usando isso como chantagem, manipulando seus maridos e namorados para conseguirem algo em troca. Pode ser um presente, pode ser uma reconciliação depois de uma briga. Realmente fico puta da vida com coisas deste tipo e meu coração fica ao lado do homem que está sendo usado desta forma.


Então, por que será que eu amo tanto chupar um pau, grande, grosso, duro? Bom, isto não é algo que possa ser explicado em uma ou duas frases… Eu poderia escrever um puta de um livro sobre o assunto! Mas resumindo, é uma honra, como eu já disse antes. Aqui está este homem, um homem lindo com seu belo caralho, pronto para ser usado. Só o pensamento de que ele deseja que eu o satisfaça já me excita de um jeito que vocês nem podem imaginar. Mas sem que ele queira, sem este profundo desejo, eu poderia estar muito bem vendo televisão ou fazendo palavras cruzadas, obrigada.


Eu amo a imagem de um pau desaparecendo em uma boca receptiva. Algumas vezes eu invejo os homens, pois eles podem olhar para baixo e ver o próprio pau se movendo, para dentro e para fora dos lábios de uma mulher solícita. Mas eu não posso ver isso de onde estou, estando tão perto da ação. Fico só imaginando como será a visão dele, enquanto eu chupo, recriando em minha mente o seu ponto de vista. Isso me excita pra caramba! E quando ele pede para eu olhar para ele, para cima, também tento visualizar com a perspectiva dele.


Isso é algo que muitas mulheres esquecem…ou não sabem. O contato visual, olho a olho, é fundamental no sexo oral. Os olhos são a janela da alma. Olhar seu amado nos olhos é dizer a ele que o boquete é mais do que botar um pau na boca, é ver quem realmente ele é. Se você estiver apaixonada, então, este olhar estabelece uma conexão, uma intimidade profunda de segredos e desejos. Quando olho para cima e me fixo nos olhos dele, ao mesmo tempo que tenho seu pau em minha boca, meu coração dispara e eu fico molhada de tanto tesão. Eu vejo as emoções, os sentimentos deles refletidos e algumas vezes poderia jurar que eu posso me ver refletida em suas pupilas.


Já que estamos falando do visual, também adoro ver um pau todo molhado e lustroso com minha saliva. É algo excitante tanto para meu homem e para mim. Quando eu tiro minha boca, fica um longo fio de baba ligando meus lábios com o pau dele. Faz parte da “sacanagem” de qualquer experiência sexual intensa. O aspecto visual é fantástico, mas o estímulo mental é ainda maior. O fato de eu brincar por horas com o pau de um homem, de babar nele, de ver toda essa bagunça melecada, isto é o que dá prazer a um homem e o que dá prazer a ele… me dá prazer também.


Mas nem só da visão vive o boquete. O cheiro de um homem é algo extremamente erótico e quando você chega tão perto de um pau, esta pode ser a única coisa que faltava para me sentir no céu. Ou então, cheirando um pano de chão molhado. Pode parecer cruel, mas um homem que não saiba comparecer devidamente limpo e asseado a um encontro erótico não deixa somente de ser sexy; ele é um perigo para a saúde pública. E não somente a higiene pessoal é importante. O que ele come e bebe também afeta o cheiro corporal dele, assim como o gosto de seu pau e de sua porra.


Eu adoro o cheiro refrescante de um homem saudável que cuide e se orgulhe de seu corpo. Isto me faz desejar e adorar seu corpo, da mesma forma que eu quero que ele adore o meu. Eu inclusive gosto do cheiro de suor de um homem saudável. Este tipo de suor, e isto a biologia ajuda a explicar, é um fator de excitação. Em uma transa agitada, é natural que nós acabemos misturando nossos fluidos corporais.


Do olfato para o paladar: minha boca se enche de água quando eu beijo a chapeleta de um homem. Eu me excito de antecipação com o gosto que está por vir e eu faço minha língua percorrer toda a cabeça até chegar ao “olhinho”, a abertura da ponta, sempre estupefata com a ideia de que um orifício tão delicado seja a fonte da vida humana. Logo ali, no cume de sua masculinidade, está o lugar de onde a seiva vital é expelida. Minhas pernas ficam bambas, só de pensar o que eu estou lambendo, esta ferramenta sagrada de fertilidade e potência sexual.


Agora, o tato. As mãos são importantes em qualquer tipo de sexo, elas “falam” quando não há palavras. Uma das coisas favoritas que gosto de fazer na cama é beijar meu homem, enquanto uso minhas mãos encharcadas de saliva para cima e para baixo em seu pau escorregadio, estimulando as partes mais sensíveis perto da glande. Então eu afasto o rosto só um pouquinho, olho diretamente em seus olhos (de novo!) enquanto eu bato essa punhetinha e digo o quanto eu gosto dele e o quanto eu gosto de fazer isso para ele.


Há tantas coisas para fazer com as mãos durante um boquete! Existe uma infinidade de técnicas para excitá-lo em diferentes formas. Como por exemplo, girar as duas mãos ao redor de seu pau, ou então acariciar o saco. Ou então, somente com os dedos, fazer um “O” com o dedão e com o indicador e punhetá-lo rapidamente com este “anel”.


Também adoro a sensação de poder de ter um pau em minha boca ou aconchegado em minhas mãos. A partir deste momento e pela próxima hora, sou eu que estou no controle de tudo o que vai acontecer. Eu sou a única responsável por criar uma experiência única, significativa, inesquecível. Eu deixá-lo louco, não que seja algo rápido e passageiro. Eu quero deixar ele na “beiradinha” do gozo, quantas vezes eu puder, parando sacanamente cada vez que ele estiver a ponto de ejacular. Eu quero que ele tenha orgasmos mentais, às vezes gozando só um pouquinho (isto é, se ele conseguir, pois nem todos homens são capazes). Somente no final, depois de uma deliciosa tortura é que eu vou deixar ele gozar em torrentes de porra, tão longe quanto ele possa, ou melhor, em cima de mim.


A primeira vez que engoli porra, não gostei do sabor. Eu tinha apenas dezoito anos e então aquilo me pareceu como uma sopa amarga e morna, que tive que cuspir, quase vomitando. Para algumas mulheres é assim toda vez, elas não conseguem se acostumar com o gosto e com o cheiro do gozo de macho. Mas para mim, com esta minha ideia de ter prazer com o prazer do homem, uma fascinação pela gozada foi crescendo dentro de mim. Agora eu adoro aquele cheiro marinho. Também gosto de lamber as gotinhas de pré-gozo que saem pela pontinha do pau, quando eles se excitam. São doces. Porém, mais do que tudo, eu simplesmente amo o sentimento de aceitar esta “oferenda” que ele está me dando, uma recompensa por todos meus esforços.


Com o tempo, eu aprendi que um homem sente orgulho de seu pau e da porra que sai dele. Para ele, ver uma mulher gostando de seu cacete e de seu gozo faz com que emoções indescritíveis entrem em ação. Quando vi meu primeiro filme pornô, foi com horror que vi o cara gozando na cara e nos peitos de sua parceira, além da boca. Eu não podia acreditar que ela gostasse daquilo. Agora, eu imploro por porra, justamente por saber que é um barato para um homem ver seu gozo derramado em sua fêmea, ela sorrindo e lambendo aquelas gotas de pérolas brancas. Mais uma vez, veja as coisas pelo outro lado, pelo ponto de vista deles. Como não deve ser espetacular vê-la ali, ajoelhada, enquanto longos jatos de porra saem do seu pau, aterrissando no lindo rostinho dela?


Há tantas coisas para fazer quando você tem um pau em sua boca. Nas primeiras vezes que vi um filme pornô, eu sempre pulava a parte em que a atriz estava chupando, pois eu não tinha uma ideia clara do que estava acontecendo ali… a câmera não entrava na boca dela. Mas agora eu sei o que está em jogo. Você pode adivinhar pelos sons que um homem faz o que está acontecendo com o pau dele. Eu, por exemplo, passo a língua rapidamente pela abertura da chapeleta, depois por aquela área mais sensível onde o cabrestinho se encontra com a base do pênis. Ao mesmo tempo, eu continuo chupando e tirando e botando o pau dentro de minha boca. Uma coisa assim só meu homem pode sentir e mesmo se alguém estivesse assistindo, não ia conseguir ver.


Outra descoberta muito excitante para mim foi esta ideia da “garganta profunda”. Eu nunca tinha imaginado que seria possível engolir um pau inteiro, colocar ele bem no fundo de minha garganta. Eu pensava que quando eu deslizava um pinto em minha boca e ele parava, este era o ponto mais longe aonde podia chegar. Quando descobri que um pau pode ir além do ponto de engasgamento e deslizar em minha garganta, fiquei maravilhada. Mas não é fácil, precisa prática, especialmente com um pau grosso. Mas o olhar no rosto dele… alegria pura… e os sons de puro êxtase quando ele percebe o que você está fazendo por ele. Isso vale qualquer desconforto. Eu adoro esta forma de fazer boquete e faço questão de “treinar” sempre que posso, para me acostumar a relaxar a garganta e evitar o reflexo de engasgo. Aqui é que entra em ação minha coleção de pênis artificiais de vários tamanhos.


Mas ainda tem dois sentidos dos quais eu não falei muito. O primeiro é a audição, embora mais importantes sejam os sentimentos que sons despertam em nós. Eu repito que o barulhinho de chupar um pau é excitante, sacana, animalesco de uma certa forma. Aqueles sons molhados, da mão coberta de saliva punhetando um pau, do cacete estalando sua bochecha quando sai de sua boca… afe! Tudo isso é uma soma, positiva, aumentado a excitação do homem da mulher.


O outro é o toque. Eu sempre digo para os homens: se vocês querem saber qual a sensação de uma chapeleta na boca, prepare um ovo cozido e tire a casca. Coloque em sua boca e lamba… é assim que a gente sente a glande em nossa língua. Ela é tão lisa, aveludada e delicada, tão doce e tão suculenta. Eu amo texturas… materiais que são lisos ou ondulados… sedosos ou ásperos. Sentir a axila peluda de um homem contra minha xaninha depilada… tudo isso soma à excitação. A sensação de tocar o pau, cheio de veias, as bolas, duras e lisas, para mim é como se fosse um rodízio de carnes para alguém faminto.


Eu sei que fiquei somente na superfície de tudo o que se pode fazer com uma rola. Mas como eu não sou do tipo “técnica”, então tentei descrever meus principais sentimentos em relação ao sexo oral. Minha maior fantasia é ter um homem nu em minha cama e pelas próximas horas, ou dias, ou semanas, poder fazer com ele tudo o que eu sempre sonhei, em minhas fantasias mais loucas. Para mim, tudo começa e termina com a mente. Primeiro você deve imaginar e logo colocar em ação. Mas no final você também precisa refletir sobre o que aconteceu e se comunicar com seu parceiro. Dessa forma, vocês dois irão aprender da experiência e torná-la melhor, cada vez.


Então, vocês mulheres que chupam o pau de seus namorados e maridos alguns minutinhos, somente para “bater o ponto”, repensem o que vocês estão proporcionando a eles. Por que não quebrar os preconceitos? Por que não apimentar um pouco a relação? Se seu homem realmente é merecedor de seu amor e de sua atenção, faça este serviço a vocês dois: adore a rola dele.





Fontes:
Confira aqui o texto original: